O aniversario.


Era aniversario de alguem, não me lembro quem, mas era. Eu, minha amiga Lais e o meu pirmo Gustavo começamos a andar em direção há um caminho. Para onde ele nos levariamos, não sabiamos.
Mas logo descobrimos, ele nos levava ao aniversario. Aniversario de um antigo colega. Um colega que marcou muito minha vida. E que apenas eu conhecia. Henrique.
Demorei para ver ele. Onde diabos ele estava? E então, num passe de magica ele aparece, todo feliz e sorridente. E essa felicidade se tornou surpresa. Eu não deveria estar ali, mas estava.
Ele cumprimentou todos, minha amiga e meu primo primeiro, me deixando por ultimo. E quando chegou minha vez, nós se olhamos e sabiamos o que tinhamos que fazer. Nos abraçamos. Um abraço forte. Um abraço de amigos.
- Você sumiu - eu disse
- Você tambem - disse ele ainda me abraçando. De certo não queria sair daquele abraço. Era tão bom... Mas tinha que sair.
- Foi bom te ver, mas agora eu tenho que ir. - disse me soltando daquele abraço e ele sem entender nada perguntou:
- Mas você acabou de chegar? Fique mais um pouco - disse ele
- Não posso.
- Porque tu não podes? - perguntou ele.
- Não quero voltar ao meu passado e sei que isto amanha para você não irá passar de um mero acontecimento. Foi bom reve-lo, mas tenho que ir. - disse dando um beijo no rosto dele e me afastando. Minha amiga e meu primo me acompanharam.
- O que foi aquilo? - perguntou a Lais depois de tremos nos afastado do aniversario
- Apenas não quero me envolver mais com eles, não quero trazer de volta as esperanças do passado e muito menos quero me machucar. - ela ia falar algo, mas eu a cortei - Não quero tambem falar sobre isso. Pelo menos não agora.
E depois voltamos a andar em silencio.

Tenha bons sonhos de inverno garota

O vento batia na janela, fazendo a rangir. Eu acordei com este barulho. Olhei para os cantos do meu lindo quarto. Nada. Então, de repente a janela se abre. Eu me assusto. Um ar gelado entra no meu quarto, afinal, estou no inverno. Respiro aquele ar e vejo que a cada expiração sai uma fumacinha branca. Começo a tremer. Pego minha coberta e a faço de capa e ando até a janela.
- Alguem esta ai? - pergunto para o sombrio jardim além de meu quarto. Não ouço nada, apenas o vento uivando lá fora. Fecho a janela. E então tudo volta a ficar quentinho. Viro-me para trás e me assusto.
- Olá Julie, você não deveria estar acordada tão tarde - disse ele naquela voz linda e maravilhosa, aquela voz que sempre me fazia ouvir sininhos.
- Olá Peter e, você não deveria estar tão tarde no meu quarto - eu disse. Ele sorriu.
- Ah sim, é verdade, se me pegarem aqui irei sofrer consequencias um tanto dolorosas
- Então vá, não quero ver você machucado
- Sim, eu vou. Só vim aqui para lhe desejar bons sonhos garota. - ele veio em minha direção e beijou minha testa. Aquele labio macio e quente sempre me deixava com desejo de toca-lo com minha boca, mas não podia fazer isso. - Tenhas bons sonhos de inverno Julie. - disse se afastando. Estendi meu braço para toca-lo, para segura-lo não queria que ele fosse. Ele viu este gesto e pegou em minha mão. O toque quente da pele dele fez a minha queimar. Mas era bom. - Não se preoucupe Julie, eu irei voltar. Eu sempre volto. Basta apenas querer e sonhar. - disso dando um meio sorriso. E depois num passe de magica, sumiu.
Sumiu me deixando sozinha naquele quarto. Voltei a deitar e pouco a pocuo fui caindo no sono, com sua frase ecoanda em minha cabeça: tenha bons sonhos de inverno garota. -