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Vazio

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Ela queria gritar, mas o som preso na garganta não seria ouvido por ninguém.   Tantas pessoas ao redor e mesmo assim vazia. Tantas pessoas ao lado dela, mas mesmo assim invisível. Tudo o que queria estava inalcançável e o amor já parecia distante no horizonte de uma noite que vem e jamais vai embora. Ah, quem dera pudesse sentir alguma coisa novamente, acreditar que um dia as coisas ficam bem, mas o nada é melhor que a dor, e em quesito de vazio ela entendia muito bem.

Felicidade

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Caminhei entre as ruas vazias e as vielas silenciosas, as nuvens cobriam a lua e o escuro tomava conta de tudo. Eu sabia que o encontraria ali, sempre tão perdido e distante do mundo cotidiano. Não demorei a enxerga-lo entrando em um beco, a escuridão era mais que absoluta. Segui-o e antes que pudesse chama-lo ele se virou para me encarar, de algum modo sempre sabia quando eu me aproximava. Ele sorriu ao me ver e eu fiz o mesmo, os traços finos e fortes ao mesmo tempo, a pele clara e os olhos esmeralda sempre travessos. Ele me fitou, e nosso olhar já dizia tudo o que queríamos, a distância entre nós foi quebrada, o corpo dele se juntou ao meu e de repente eu já estava presa entre a parede e ele. Os lábios dele se moldaram aos meus, os dedos macios percorrendo-me, a sensação de êxtase se espalhando por meu corpo – e ali um correspondendo o outro como se não houvesse o amanhã, porque se você parar pra pensar na verdade não há, apenas o hoje e o agora importam, o amanhã que fique par...

Sonhos de inverno

O vento batia na janela, fazendo a rangir. Eu acordei com o barulho e olhei para os cantos do meu quarto. Nada. Então, de repente a janela se abriu e eu me assustei. Um ar gelado entrou em meu quarto, afinal, estou no inverno. Respiro aquele ar e vejo que a cada expiração sai uma fumacinha branca. Começo a tremer. Peguei minha coberta e a faço de capa e ando até a janela. - Alguem esta ai? - pergunto para o sombrio jardim além de meu quarto. Não ouço nada, apenas o vento uivando lá fora. Fecho a janela e então tudo volta a ficar quentinho. Viro-me para trás e me assusto. - Olá Julie, você não deveria estar acordada tão tarde - disse ele naquela voz linda e maravilhosa, aquela voz que sempre me fazia ouvir sininhos. - Olá Peter e, você não deveria estar tão tarde no meu quarto - eu disse e ele sorriu. - Ah sim, é verdade, se me pegarem aqui irei sofrer consequencias um tanto dolorosas. - Então vá, não quero ver você machucado. - Sim, eu vou. Só vim aqui para lhe dese...

Silêncio

Sentei-me ao meio fio, as lágrimas lutavam para sair . A vida de longe não era nem um pouco fácil e tudo fica pior quando perdemos alguém que amamos. E as pessoas parecem não notar, fecham os olhos e focam apenas naquilo que querem, sem visões laterais ou paralelas. Tudo o que eu sentia era um aperto gigantesco aqui no peito, que ia me consumindo cada vez mais. Senti então que alguém se aproximava, olhei para o lado e uma figura alta vinha em meu encontro, reconheci-o na hora. Pele morena, cabelos castanhos escuro, olhos que na luz adquiriam um castanho maravilhoso, calça jeans surrada e uma camiseta básica. Sentou-se ao meu lado. Olhei nos olhos dele e ele apenas assentiu, era complicado descrever nossa relação, mas sabíamos nos ler apenas com um olhar. Ele me abraçou forte com seus braços quentes e então deixei as lágrimas rolarem – já havia segurado por muito tempo. E quanto mais eu chorava, mais ele me apertava contra si – era reconfortante. E o silêncio que se seguia não era inco...

Consciente

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Gabriela estava sentada na varanda de seu quarto, olhando a lua e sentindo o ar da noite envolve-la. Estava com saudade dele . Estava com saudade dos braços quentes dele em volta dela. Dos beijos suaves. Dos sorrisos. Estava com saudade do perfume dele que tantas vezes havia ficado em sua própria roupa. Estava com saudade do encaixe perfeito de suas mãos. Ela sorriu lentamente, lembrando de algumas coisas. Queria ele ali para abraça-la. Queria o calor do corpo dele contra o seu. Queria se sentir protegida. Gabriela levantou e caminhou até a cama, se jogou nela e logo prendeu o travesseiro entre seus braços, apertando-o contra o coração. Seria mais uma noite se sentindo vazia. Seria mais uma madrugada em que seus pensamentos iriam tortura-la. Gabriela desejou somente dormir. Pegou os fones de ouvido e colocou a música no máximo, tentando abafar os pensamentos e as lembranças que já começavam invadir sua mente. Respirou fundo e fechou os olhos. Hoje não  pensou ela. Logo estava ...

Conto de fadas

Jullie respirou fundo e se olhou no espelho, não reconhecendo si mesma - estava linda. Usava um vestido rosa que dava um contraste notável em sua pele branca, os saltos altos brilhantes davam a ela elegância, os cabelos estavam arrumados e a maquiagem era leve. Há tempos se preparava para aquele dia, finalmente o baile de Inverno da escola. Finalmente uma noite de conto de fadas com Peter - não que se importasse com isso, sua vida toda já era um livro que parecia nunca chegar ao "felizes para sempre", mas não ia pensar nisso. Peter já a esperava no pé da escada quando desceu - ele estava magnificamente lindo naquele smoking e sorriu quando viu Jullie, o que a deixou sem fôlego.   - Oi Peter - disse Jullie sorrindo.  -Jullie - disse ele suavemente como cumprimento, pegando a mão de Jullie que estava envolta numa luva, e beijou-a. Tudo isso lembrava incrivelmente um filme de época. Sem demora, eles foram para o baile, a noite estava incrivelmente linda, e havia um toqu...

Simples

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Gabriela olhou para o céu, estava lindo. O sol já estava se pondo e as aves cantavam. Estava caminhando sozinha na praia, imersa em seus pensamentos. Não queria estar ali, mas não podia estar aonde queria. Isso não era permitido mais. Não por ela, mas por ele . Ela começou então a lembrar do passado, a nostalgia bateu, ela olhou as ondas batendo nas rochas, sorriu e a lágrima escorreu. Aquele liquido salgado que ela já estava acostumada a sentir. Havia dias que não sabia o que era o calor de um corpo, um ombro amigo, um abraço apertado e palavras reconfortantes. Tinha decidido não contar para ninguém, guardar tudo para si mesma – as pessoas não precisavam ter mais um motivo para julga-la, as pessoas não precisavam saber que no fundo, ela não era tão forte quanto aparentava. Tudo que ela tinha que fazer era sorrir – era o bastante para as pessoas acreditarem que tudo estava bem, mesmo não estando. Mesmo com Gabriela querendo explodir. Mesmo com uma dor que não podia ser curada com ...

Humanidade

Jullie estava pensativa em seu quarto. Havia tempo que não via o Peter, e já estava com saudades - óbvio. Já era noite, quase madrugada, quando ela parou de andar e foi atpe a janela. Ficou observando a lua - estava linda. E por minutos ali ficou, até que sentiu um vento quente e agradável bater em seu rosto - sorriu e logo sentiu braços quentes abraçando-a.  - Olá Peter  - Olá Jullie - disse Peter beijando-a. Estar nos braços dele era tão bom.  - Fico feliz em te ver - disse Jullie.  - Eu fico feliz em estar aqui com você, cada dia sem ti é uma eternidade para mim - Jullie sorriu.  - Esta frio, não? - disse Jullie  - Um pouco - disse Peter indo até a cama e puxando Julie para si. Ambos deitaram na cama e ele abraçou-a. Jullie parou de sentir frio. Como era bom estar ali naqueles braços quentes, com seu corpo colado ao dele. Peter começou a fazer carinho em Jullie e logo o sono veio. Não demorou para que Jullie dormisse, nos braços ...

Madrugada de Inverno

Jullie estava se preparando para dormir. Ela foi até a janela para fecha-la, mas mudou de idéia ao chegar no parapeito - a lua estava linda. Era lua cheia. Jullie ficou lá observando-a, automaticamente pensando em Peter. Sorriu com uma lágrima no rosto. Fazia tempo que não o via, tempo que não tinha noticias e tempo que não sonhava com ele. Jullie estava começando a ficar preocupada. "Será que ele está bem? E onde será que ele está?" - perguntava-se ela. Peter - sussurrou para a lua, porque uma certeza ela tinha, onde quer que Peter estivesse, estaria debaixo da mesma lua que ela observava agora, e ela sabia, que ele também estava pensando nela - não sabia como explicar, só sabia e sentia. Jullie olhou para a pulseira que ele lhe dera, estava mais brilhante essa noite e isso a fez sorrir mais uma vez. Jullie deu um ultimo suspiro, fechou a janela e deitou na cama. Não demorou muito para adentrar no incosciente, e para sua sorte e felicidade, sonhou com Peter, e este dizia q...

Peter.

Estava eu saindo da escola e indo para a casa. Ao virar a esquina me deparo com um grupo de homens um tanto estranhos . Não estava com um bom pressentimento. Na rua não havia ninguém - coloquei a mão sobre minha pulseira e continuei meu caminho.  - E ai gatinha - disse um dos homens se aproximando. Droga pensei.  - O que temos aqui Rich? - disse outro cara em tom sarcástico, conversando com o primeiro. Continuei andando, mas um terceiro homem pegou meu braço e me segurou.  - Para onde pensa que vai?  - Se não me soltar irei gritar - disse  - Grite então - disse Rich rindo. Me preparei para gritar, mas tamparam minha boca. Eu mordi a mão dele e ele me deu um soco. Caí no chão.  - O que vocês querem? - perguntei com medo.  - Tudo o que você tem - disse um dos homens. Um deles veio em minha direção e pegou minha bolsa. Eu queria correr, mas estava cercada - havia 6 homens.  - Felipe, quer ter as honras? - disse Rich para Felipe, se refe...

Fantasmas e Monstros

Arrumei meu quarto, coloquei o pijama e deitei na cama. Os dias estavam sendo normais e monótomos. Havia um vazio aqui dentro de mim que ninguém conseguia preencher - só ele , mas ele estava longe daqui. Ou talvez estivesse mais perto do que eu imaginasse. Sinto tanta falta do Peter. Chega a doer. Não há um dia que eu não pense nele, como também não há uma noite que eu não tenha pesadelos. Tudo mudou depois que eu disse adeus. Mas eu não queria dizer adeus. Me pergunto como ele está agora, se esta bem, onde ele está... lógico que não recebo nenhuma resposta. As vezes pergunto-me, se tudo aquilo foi real, então olho para meu pulso e vejo aquela pulseira e lembro-me de que tudo não foi um sonho de inverno. Lembro-me do que passamos juntos, das risadas, das discussões, de ele sempre me salvar... droga, nem acredito que estou chorando - mais uma vez, pra variar. E como sempre, lá fora começa a chover. De alguma forma eu sei que ele continua me olhando, continua me protegendo, só que não ...

Trágico

Julie acordou depois de uma tarde chuvosa. Tinha dormido para esquecer as coisas, esquecer seus problemas, seus erros e seus tormentos. Mas como sempre, ao abrir os olhos tudo voltava. Ela sentia falta dele, onde quer que ia, ou olhava via um pedaço dele. Tudo a fazia lembrar dele . Não sabia se o que tinha feito era certo, não sabia se era normal se sentir um caco por dentro, não sabia de nada e nem procurava saber. Parecia um zumbi, definhando cada vez mais com o tempo. Queria ele de volta, anseiava por seus abraços e o gosto da boca dele ainda permanecia em seus lábios. Claro que Julie fizera tudo pensando nele, e se esquecera do que isso iria causar nela. Notou que ele era uma droga para ela. Agora as coisas eram diferentes e ela iria ter de se acostumar. Olhou para o pulso, onde a pulseira brilhava, não percebendo a lágrima cair. Foi até a janela e olhou para além do horizonte. O crepusculo começara agora e o sol não passava de uma forma esférica morrendo no horizonte. Era lindo. ...

Permita-se por um momento sonhar.

Lá estava ela de novo, na floresta. Fazendo trilha como sempre. Ah, como ela adorava fazer trilha, mas isso não era o principal motivo de ela estar ali. Rosie queria perder-se novamente em seus devaneios, queria ir mais fundo em sua imaginação. Distanciou-se novamente da trilha, indo ao local desejado. Feche os olhos e abra a mente Rosie -  disse á si mesma. E então, como um passe de magica, tudo mudou. A grama se tornou mais verde, o céu mais azul, as montanhas se elevaram e os rouxinóis começaram a cantar, juntamente com as cotovias. As árvores pareciam sorrir e as nuvens formavam desenhos magnificos. Rosie estava deslumbrada. Ia andando e adentrando em seu inconsciente, que cada vez parecia mais lindo. Mas não era exatamente isto que ela queria ver. Foi até o rio, que outrora visitara, e olhou dentro dele, cujas pedras eram coloridas. Esperava ver aquele... garoto? Ou seria um homem já? Enfim, queria vê-lo. Olhava para baixo e nada. Ficou varios minutos ali, ...

O impossível é o limite da sua imaginação.

Ela estava no meio da floresta. Havia feito trilha como de costume, mas desta vez havia se distanciado do caminho. Queria experimentar algo. "Feche os olhos e abra a mente"  haviam lhe dito, e foi o que ela fez. Rosie fechou os olhos, se concentrou, o mundo era bem mais divertido com um toque de magia. Abriu sua mente, como também o fez com os olhos. O mundo já não era o mesmo. O que antes eram borboletas, agora eram fadas. Flores viraram casinhas, as arvores se tornaram encantadas, as flores cantavam uma melodia que só elas sabiam entoar, o sol já brilhava de um jeito diferente, e as formigas já eram diferentes.  Ela começou a andar pelo bosque, e a cada passo se surpreendia cada vez mais. Logo um lago apareceu, vindo de uma cachoeira esplendida, dentro d'água se viam peixes coloridos, animaizinhos que mudavam de cor, algas magnificas. Pétalas rosas voavam em volta dela, tudo era tão lindo. O mundo lá fora já não parecia existir. Tudo ali era perfeito....

Lindo Sol

Eu estava num campo de flores. A paisagem era linda, mas o que me tirava o folego, era ele  parado bem ali na minha frente, mas havia algo de errado. Ele estava sob a sombra de uma árvore, e de lado ainda. Eu sabia que estava mais uma vez dentro dos meus sonhos.  - Olá - eu disse a ele  - Olá Julie, como vai você?  - Estou bem e... você? - perguntei me aproximando. Ele não me respondeu, apenas saiu da escuridão da arvore. O rosto dele estava machucado. Havia alguns cortes que estavam quase sumindo e o pescoço estava roxo.  - Peter, o que... o que aconteceu? - perguntei indo correndo para onde ele estava. Passei a mão no rosto dele. Estava quente como sempre, e macio... Mas havia algo errado.  - O que você acha? Meu castigo ainda não está todo comprido - disse ele olhando no horizonte  - Peter eles não podem ficar te machucando deste jeito, olhe só para você. Você só está assim por me proteger! - você só está assim por mim, pensei isto, mas não di...

Do seu lado.

Fazia frio e eu estava sem minha blusa. Por que diabos eu deixei ela em casa? Respirei fundo e tremi - eu estava congelando. Eu estava passando pelo park, aquele mesmo que fui salva pelo Peter. Ah, Peter. Fazia tempo que não o via, três semanas para ser exata. Será que aconteceu algo? Eu estava morrendo de saudade e preocupação. Tremi novamente, a cada rajada de vento era uma dor em meu corpo. Eu estava andando com dificuldade, eu não sabia que iria fazer tanto frio assim. Parei de andar e sentei num banco próximo, para recuperar o folego. E então senti braços quentes me abraçando, braços familiares. Olhei para aquele rosto tão belo.  - Peter - sussurrei  - Você está gelada Julie - disse ele com aquela voz angelical. - Venha - disse ele me levantando e começando a andar de mãos dadas comigo. E por mais incrível que parecesse, as mãos dele na minha não estava fazendo eu não sentir frio. Logo chegamos em minha casa e ele pegou meu cobertor e me enrolou nele, me abraçando depo...

Linda e Brilhante

Eu estava num park. Era lindo, havia tantas arvores, flores... Fiquei admirando-o por algum tempo. Mas, onde, especificamente, eu estava e porque estava ali? E então, ele, surgiu dentre ás arvores, lindo como sempre, com aquele rosto angelical, porém havia algo de errado no rosto dele... um corte?  - Olá Jullie - disse ele  - Olá Peter - disse indo abraçá-lo. - O que aconteceu com você? - Havia um pequeno corte na testa dele, mas parecia ser fundo. Notei que nas mãos também haviam cortes.  - O pessoal lá de cima não gostou nada de eu ter te salvado aquele dia...  - Mas esse é seu trabalho, salvar pessoas, não? - perguntei um pouco confusa  - Como você disse, pessoas. Não apenas uma.  - Mas você é o meu... - comecei a dizer  - Porém tenho que salvar outras pessoas também. Enfim, eles não me castigaram por ter salvado apenas você, mas sim por ter me exposto á aquele homem. Temos ordens claras de não nos mostrar aos humanos, nem a quem pr...

Minha princesa

Já estava tarde e não podia demorar-me na rua. Tinha sido uma bela noite com minhas amigas, nos divertimos bastante, agora elas estavam nas casas delas e eu aqui, indo para minha. Agora, tinha que passar pelo park, acho que a parte mais perigosa era essa: passar por um local fechado que só tinha arvores em volta. Mas eu não tinha nada a temer, sabia que ele estaria me protegendo. Continuei a andar, e de repente ouço passos atrás de mim, droga! Começo a andar mais rápido, e ouço os passos atrás de mim avançando. Olho para trás, não vejo ninguém. É bom o idiota do Peter não estar brincando comigo. E não, ele não está. Mãos fortes me agarram por trás, eu grito. Me batem, tento me desvencilhar. Grito mais uma vez e uma mão me tapa a boca. Me esperneio,me batem. Eu estava assustada e com dor. Aqueles olhos frios e monstruosos só queriam uma coisa. Estava frio. Aquele homem rasga minha blusa, eu me debato mais ainda e ele me bate. Fico tonta com a pancada e tudo o que sinto é dor e frio. P...

Tenha bons sonhos de inverno garota

O vento batia na janela, fazendo a rangir. Eu acordei com este barulho. Olhei para os cantos do meu lindo quarto. Nada. Então, de repente a janela se abre. Eu me assusto. Um ar gelado entra no meu quarto, afinal, estou no inverno. Respiro aquele ar e vejo que a cada expiração sai uma fumacinha branca. Começo a tremer. Pego minha coberta e a faço de capa e ando até a janela. - Alguem esta ai? - pergunto para o sombrio jardim além de meu quarto. Não ouço nada, apenas o vento uivando lá fora. Fecho a janela. E então tudo volta a ficar quentinho. Viro-me para trás e me assusto. - Olá Julie, você não deveria estar acordada tão tarde - disse ele naquela voz linda e maravilhosa, aquela voz que sempre me fazia ouvir sininhos. - Olá Peter e, você não deveria estar tão tarde no meu quarto - eu disse. Ele sorriu. - Ah sim, é verdade, se me pegarem aqui irei sofrer consequencias um tanto dolorosas - Então vá, não quero ver você machucado - Sim, eu vou. Só vim aqui para lhe desejar bons sonh...