Fantasmas e Monstros

Arrumei meu quarto, coloquei o pijama e deitei na cama. Os dias estavam sendo normais e monótomos. Havia um vazio aqui dentro de mim que ninguém conseguia preencher - só ele, mas ele estava longe daqui. Ou talvez estivesse mais perto do que eu imaginasse. Sinto tanta falta do Peter. Chega a doer. Não há um dia que eu não pense nele, como também não há uma noite que eu não tenha pesadelos. Tudo mudou depois que eu disse adeus. Mas eu não queria dizer adeus. Me pergunto como ele está agora, se esta bem, onde ele está... lógico que não recebo nenhuma resposta. As vezes pergunto-me, se tudo aquilo foi real, então olho para meu pulso e vejo aquela pulseira e lembro-me de que tudo não foi um sonho de inverno. Lembro-me do que passamos juntos, das risadas, das discussões, de ele sempre me salvar... droga, nem acredito que estou chorando - mais uma vez, pra variar. E como sempre, lá fora começa a chover. De alguma forma eu sei que ele continua me olhando, continua me protegendo, só que não o vejo e talvez nem seja melhor ver. Respiro fundo. O sono me toma, e não consigo lutar contra ele, dizem que depois de chorar temos sono. Hora de brigar com meus fantasmas e montros. Hora de dormir. Boa noite Peter - sussurro e como resposta recebo uma rajada de vento em minha janela.

3 comentários

  1. Fantasmas e monstros ainda insistem... Fantasmas do bem existem e subsistem em essência. =D
    Um abraço.

    Tati.

    Att.

    ResponderExcluir