Lindo Sol

Eu estava num campo de flores. A paisagem era linda, mas o que me tirava o folego, era ele parado bem ali na minha frente, mas havia algo de errado. Ele estava sob a sombra de uma árvore, e de lado ainda. Eu sabia que estava mais uma vez dentro dos meus sonhos.
 - Olá - eu disse a ele
 - Olá Julie, como vai você?
 - Estou bem e... você? - perguntei me aproximando. Ele não me respondeu, apenas saiu da escuridão da arvore. O rosto dele estava machucado. Havia alguns cortes que estavam quase sumindo e o pescoço estava roxo.
 - Peter, o que... o que aconteceu? - perguntei indo correndo para onde ele estava. Passei a mão no rosto dele. Estava quente como sempre, e macio... Mas havia algo errado.
 - O que você acha? Meu castigo ainda não está todo comprido - disse ele olhando no horizonte
 - Peter eles não podem ficar te machucando deste jeito, olhe só para você. Você só está assim por me proteger! - você só está assim por mim, pensei isto, mas não disse.
 - Julie te proteger é diferente de querer somente te proteger. É diferente de te amar. É diferente...
 - Então o que é igual para eles? O que eles querem Peter? - perguntei com lagrimas nos olhos. Não suportava vê-lo machucado. Não suportava vê-lo triste. E não suportava a ideia de que tudo aquilo era culpa minha. Ele me abraçou.
 - Julie não fique assim, tudo vai ficar bem.
 - Não, não vai Peter - disse começando a me afastar dele. Olhei para meu pulso, onde a pulseira  estava. Eu tinha que fazer aquilo. O Peter não podia mais sofrer por minha causa. - Peter, eu te amo - disse olhando nos olhos dele - E nunca irei te esquecer - eu estava somente a meio passo de distância dele - Mas por ora é...
 - Não Julie - disse ele percebendo a onde eu queria chegar. Eu neguei com a cabeça.
 - Não Peter. Você... você sabe que eu só quero o teu bem, mesmo que isto custe a minha felicidade. Por ora é melhor nos afastarmos.
 - Eu não posso fazer isso Julie
 - Sim, você pode - disse me aproximando mais dele - Por favor, Peter. Por mim e por você.
  E então fiz o que eu já deveria ter feito há muito tempo. Terminei com a pequena distância que havia entre nós. Coloquei uma mão na nuca dele ao mesmo tempo que nossos lábios se tocaram. Eu o havia surpreendido, mas mesmo assim, ele passou um braço em volta da minha cintura e retribuiu o beijo. O toque dele era quente. O beijo era gostoso, bom. Os lábios dele eram quentes, macios e gentis. Diferente de tudo e de todos.
  Me afastei repentinamente. Ele tocou minha pulseira, e ela brilhou.
 - Adeus - disse com uma lagrima escorrendo pelo rosto. Fechei meus olhos com força e quando os abri novamente, estava no meu quarto, na minha cama. Sentei nela e comecei a chorar. Chorei por mim, por ele, por nós, por tudo. Logo um trovão soou lá fora e a chuva começou a cair. Eu sabia que era ele. Fui até a janela e a abri. A chuva começou a molhar meu rosto, e quando coloquei minha mão para fora e uma gota caiu em minha pulseira, ela brilhou.
 - Peter - sussurrei, sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Fechei a janela e deitei novamente em minha cama. Tudo iria passar, como a chuva lá fora. Amanhã de manhã tudo estaria bem, com um Lindo Sol.

Um comentário

  1. Os adultos vivem dizendo que a adolescência é um dos perídos mais
    marcantes da vida. Mais o que o adolescente pensa disso? (sinopse do meu blog)
    Acessa o meu blog?
    "Blog de uma adolescente"

    http://blogdeumagarotaadolescente.blogspot.com/

    Espero a sua visita, se gostar do meu blog, segue lá, ficarei muito feliz.
    Desde já obrigada, tenha uma ótima semana.
    Atenciosamente Tainã Almeida.

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