Saudades do Tempo


Saudades do Tempo, dos velhos momentos, dos anos passados que foram com o vento. Sorrisos, lembranças, belos sentimentos de transformações e de renascimentos. Praias, viagens pela madrugada, nossa rotina era o pé na estrada, sempre felizes sem pensar em nada, paisagem mais bela é o sorriso da amada. Contava as estrelas manto prateado, sentia o calor de um abraço apertado, fazia minha boca tocar o seu lábio, lua iluminava com um Bob no rádio. Nas manhãs nubladas, bom humor imperava, a vida era um jogo, sem cartas marcadas. À noite no fogo, um bom som que rolava, por entre a fumaça, diversas risadas. Como se seus ouvidos pudessem respirar, o som invadia o corpo, como se fosse o ar, o som tomava forma, sensação de bem estar, momentos de magia, muitas formas para amar. Marcas de batom na borda de um copo plástico, no peito euforia, abraços, riso fácil e com desconhecidos seguia criando laços, transpirava alegria era dona dos seus passos. Consciência admirável como as tintas de uma tela, seus olhos tinham o brilho das cores da aquarela, seu cabelo ao vento era a paisagem mais bela, tinha a complexidade de uma Vênus moderna. Ascendeu ao azul do céu nos seus próprios pensamentos, não pensou no seu futuro, ela era o momento. Vi a ponta dos seus pés no gelado do cimento entre olhares meu desejo, povoar seu pensamento.
Maneva

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